Sabia que?

600 Anos de Aclimatação de Plantas comestíveis, a base da gastronomia madeirense

 

Sabia que?, sem muito exagero, se pode afirmar que se pode dar uma volta ao mundo passeando pelo Mercado dos Lavradores, ex-libris da Cidade do Funchal e até do Arquipélago da Madeira, tendo apenas em conta sobretudo os frutos?

Ali podemos contemplar e provar uma tal paleta de cores e de sabores que se torna difícil acreditar que semelhante riqueza e variedade provenha dos conhecidos e limitados poios, os estreitos terraços que caracterizam a paisagem agrícola da ilha da Madeira.

Mas isto apenas pode ser compreendido se tivermos em conta que praticamente todas as plantas comestíveis hortícolas e frutícolas aqui cultivadas foram, todas e sem exceção, ao longo destes 600 anos, INTRODUZIDAS, aclimatadas e apuradas, constituindo a base da gastronomia alimentar madeirense, cuja antropologia é hoje alicerçada na observação local e na investigação etnográfica e histórica.
 

Um excelente relatório  do  que se conhece neste âmbito vem publicado na Revista Islenha 63, que acaba de sair, e que lembra esta importante parte referente à história dos 600 anos de ocupação do território que garantiu, ao longo do tempo, e até hoje,  a nossa sobrevivência e que nos permite proporcionar paisagens e experiências gastronómicas ainda hoje oferecidas por igual a todos os que nos visitam.

 

  • Poios
Sabia que?

O Bordado da Madeira

 

Não se sabe a data precisa do início do bordado na Ilha da Madeira com os pontos que lhe ficaram característicos. Muitas foram as influências: uma longa tradição portuguesa, ligada aos primeiros colonizadores da Ilha, que consigo trouxeram os seus conhecimentos é uma boa raiz justificadora ; o contributo dos bordados litúrgicos a matiz, ouro e prata que durante os séculos XVI, XVII e XVIII foram realizados nos Conventos de Santa Clara, Mercês ou da Incarnação. Para além disso, e sobretudo, o talento local da mulher madeirense; Muita da inovação e incremento ao Bordado Madeira é dado por uma senhora inglesa a viver na Madeira, à volta de 1860, Miss Elisabeth Phelps. Esta terá levado o bordado feito na Madeira para a Inglaterra e desta forma, das mãos da mulher madeirense para a alta classe inglesa, o bordado da Madeira foi-se tomado conhecido em todo o mundo. O Bordado reflecte a influência entrecruzada de bordados Richelieu, Renascença, Veneziano, e de rendas divulgadas por toda a Europa no século XIX, como Guipure,  Richelieu e Dresden, levando a que na Madeira se procurasse transferir para o bordado a motivação das rendas. Parece ter sido influenciado directamente pelo bordado escocês, designado por Ayrshire Work , bordado branco, realizado nesta região da Escócia entre 1820 e 1870.


No princípio da produção do Bordado Madeira, foi utilizado algodão de cassa, cambraia ou linho, sendo aplicada a linha branca baça, e mais raramente o azul e o vermelho. Só com o século XX, se introduziu a linha castanha, começando também a aplicar-se o linho cru. Muito curiosa é a alteração dos materiais utilizados como suporte, onde se assiste à aplicação das sedas, do crepe, tule e organdi.


Um  aspecto peculiar prende-se com algum secretismo, em relação aos desenhos, que eram guardados religiosamente por cada família, e passados de geração em geração.

Se nos maravilhamos com o bordado Madeira, total terá de ser a nossa admiração para com as Bordadeiras anónimas, que mantêm vivas tradições de insuperável técnica e beleza, passadas de geração em geração, produzindo obras de arte a partir de um simples pano de linho. A homenagem às bordadeiras deve estender-se a todos os que há gerações trabalharam nas fábricas de bordado, desenhando, estampando, engomando, permitindo o acabamento perfeito dos trabalhos até chegarem junto do público. Talento local, grande qualidade de execução e padrões exclusivos fazem com que o bordado da Madeira seja único: reflecte a beleza da Ilha, o Povo e a Tradição.

 

 

Sabia que?

Edificio Casa Museu Frederico de Freitas

 

Sabia que? o edifício da Casa-Museu Frederico de Freitas tem mais de 3 séculos de existência?


O mais antigo documento conhecido sobre a Casa da Calçada data de 1686 e refere a sua existência com uma capela, pertença de dois irmãos, o Cónego António de Brito Bettencourt e D.ª Helena de Vasconcelos. Em 1692, por herança, passa à posse de uma sobrinha, D.ª Úrsula de Brito Bettencourt, casada com Diogo de Ornelas de Vasconcelos, mantendo-se nesta família até ser adquirida pelo Governo da Região Autónoma da Madeira, em 1980. 

 

 

  • Casa1
  • Casa2
Sabia que?

Fábrica de Destilação de Aguardente da Ribeira Brava - Museu Etnográfico da Madeira

Sabia que?, no edifício do Museu Etnográfico da Madeira, uma casa solarenga do século XVII, esteve instalada, no século XIX, a “Fábrica de Destilação de Aguardente da Ribeira Brava” e que pela sua duplicidade tecnológica, trata-se de um testemunho do património industrial único a nível europeu?
 

Ali funcionaram, simultaneamente, um engenho de moer cana-de-açúcar e dois moinhos de cereais, movidos a energia hidráulica, servidos pela mesma levada e pelo mesmo “cubo”, que conduziam a água, à grande roda vertical do engenho e aos rodízios dos moinhos. Com o objetivo de salvaguardar este Património Industrial, o Governo Regional da Madeira recuperou o edifício e os equipamentos tecnológicos e ali instalou o museu.