Sabia que?

A Capela de Nossa Senhora da Ajuda

A Capela de Nossa Senhora da Ajuda, instituída por António Favila, cavaleiro fidalgo da Casa d’el Rei e D. Maria de Vasconcelos, bisneta de João Gonçalves Zarco, na primeira metade do Século XVI, 1540, além de ter dado o topónimo ao Sítio da Ajuda, na Freguesia de São Martinho, da qual é a capela mais antiga, permanece na mesma família desde a sua fundação. 
Embora com um interior muito simples, conserva peças decorativas de grande interesse, apresentando uma arquitectura popular de planta longitudinal simples, com fachada principal em empena e portal de arco quebrado. 
No dia 7 de maio, na Capela de Nossa Senhora da Ajuda, realizou-se mais um Capelas ao Luar, sendo essa a noite em que se bateu os recordes de espectadores, 216.

 

Sabia que?

Braguinha e Rajão no Havai

Na imagem podemos ver mulheres havaianas a tocar Braguinha (o cordofone mais pequeno com 4 cordas) e Rajão (5 cordas) (foto de 1890). Estes instrumentos foram levados para aquelas ilhas do Oceano Pacífico através dos emigrantes madeirenses, contratados para trabalhar nas plantações de cana sacarina. Uma viagem em especial, a realizada a 23 de abril de 1879 a partir do Funchal, integrou três mestres violeiros madeirenses: Manuel Nunes, Augusto Dias e José Espírito Santo e dois executantes: João Fernandes e Luís Correia. Todos estes mestres abriram oficina e loja de instrumentos em Honolulu, a capital do Havai, sendo muita a procura pelos seus instrumentos musicais. Segundo a tradição oral e histórica do Havai, teria sido Manuel Nunes a inventar um novo instrumento que ficaria designado até hoje de UKULELE. Este resultou da junção do corpo do pequeno Braguinha com a afinação de cordas soltas do Rajão (as primeiras quatro cordas). O Rei Kalãkaua do Havai e a sua irmã a Princesa LiliuoKalani eram grandes entusiastas dos cordofones madeirenses, quer pela música quer pelo processo de construção. Das muitas serenatas realizadas no Palácio, há um destaque em particular para o músico João Fernandes, tido como um excelente tocador.

 

Sabia que?

600 Anos de Aclimatação de Plantas comestíveis, a base da gastronomia madeirense

 

Sabia que?, sem muito exagero, se pode afirmar que se pode dar uma volta ao mundo passeando pelo Mercado dos Lavradores, ex-libris da Cidade do Funchal e até do Arquipélago da Madeira, tendo apenas em conta sobretudo os frutos?

Ali podemos contemplar e provar uma tal paleta de cores e de sabores que se torna difícil acreditar que semelhante riqueza e variedade provenha dos conhecidos e limitados poios, os estreitos terraços que caracterizam a paisagem agrícola da ilha da Madeira.

Mas isto apenas pode ser compreendido se tivermos em conta que praticamente todas as plantas comestíveis hortícolas e frutícolas aqui cultivadas foram, todas e sem exceção, ao longo destes 600 anos, INTRODUZIDAS, aclimatadas e apuradas, constituindo a base da gastronomia alimentar madeirense, cuja antropologia é hoje alicerçada na observação local e na investigação etnográfica e histórica.
 

Um excelente relatório  do  que se conhece neste âmbito vem publicado na Revista Islenha 63, que acaba de sair, e que lembra esta importante parte referente à história dos 600 anos de ocupação do território que garantiu, ao longo do tempo, e até hoje,  a nossa sobrevivência e que nos permite proporcionar paisagens e experiências gastronómicas ainda hoje oferecidas por igual a todos os que nos visitam.

 

  • Poios
Sabia que?

O Bordado da Madeira

 

Não se sabe a data precisa do início do bordado na Ilha da Madeira com os pontos que lhe ficaram característicos. Muitas foram as influências: uma longa tradição portuguesa, ligada aos primeiros colonizadores da Ilha, que consigo trouxeram os seus conhecimentos é uma boa raiz justificadora ; o contributo dos bordados litúrgicos a matiz, ouro e prata que durante os séculos XVI, XVII e XVIII foram realizados nos Conventos de Santa Clara, Mercês ou da Incarnação. Para além disso, e sobretudo, o talento local da mulher madeirense; Muita da inovação e incremento ao Bordado Madeira é dado por uma senhora inglesa a viver na Madeira, à volta de 1860, Miss Elisabeth Phelps. Esta terá levado o bordado feito na Madeira para a Inglaterra e desta forma, das mãos da mulher madeirense para a alta classe inglesa, o bordado da Madeira foi-se tomado conhecido em todo o mundo. O Bordado reflecte a influência entrecruzada de bordados Richelieu, Renascença, Veneziano, e de rendas divulgadas por toda a Europa no século XIX, como Guipure,  Richelieu e Dresden, levando a que na Madeira se procurasse transferir para o bordado a motivação das rendas. Parece ter sido influenciado directamente pelo bordado escocês, designado por Ayrshire Work , bordado branco, realizado nesta região da Escócia entre 1820 e 1870.


No princípio da produção do Bordado Madeira, foi utilizado algodão de cassa, cambraia ou linho, sendo aplicada a linha branca baça, e mais raramente o azul e o vermelho. Só com o século XX, se introduziu a linha castanha, começando também a aplicar-se o linho cru. Muito curiosa é a alteração dos materiais utilizados como suporte, onde se assiste à aplicação das sedas, do crepe, tule e organdi.


Um  aspecto peculiar prende-se com algum secretismo, em relação aos desenhos, que eram guardados religiosamente por cada família, e passados de geração em geração.

Se nos maravilhamos com o bordado Madeira, total terá de ser a nossa admiração para com as Bordadeiras anónimas, que mantêm vivas tradições de insuperável técnica e beleza, passadas de geração em geração, produzindo obras de arte a partir de um simples pano de linho. A homenagem às bordadeiras deve estender-se a todos os que há gerações trabalharam nas fábricas de bordado, desenhando, estampando, engomando, permitindo o acabamento perfeito dos trabalhos até chegarem junto do público. Talento local, grande qualidade de execução e padrões exclusivos fazem com que o bordado da Madeira seja único: reflecte a beleza da Ilha, o Povo e a Tradição.

 

 

Sabia que?

Edificio Casa Museu Frederico de Freitas

 

Sabia que? o edifício da Casa-Museu Frederico de Freitas tem mais de 3 séculos de existência?


O mais antigo documento conhecido sobre a Casa da Calçada data de 1686 e refere a sua existência com uma capela, pertença de dois irmãos, o Cónego António de Brito Bettencourt e D.ª Helena de Vasconcelos. Em 1692, por herança, passa à posse de uma sobrinha, D.ª Úrsula de Brito Bettencourt, casada com Diogo de Ornelas de Vasconcelos, mantendo-se nesta família até ser adquirida pelo Governo da Região Autónoma da Madeira, em 1980. 

 

 

  • Casa1
  • Casa2
Sabia que?

Fábrica de Destilação de Aguardente da Ribeira Brava - Museu Etnográfico da Madeira

Sabia que?, no edifício do Museu Etnográfico da Madeira, uma casa solarenga do século XVII, esteve instalada, no século XIX, a “Fábrica de Destilação de Aguardente da Ribeira Brava” e que pela sua duplicidade tecnológica, trata-se de um testemunho do património industrial único a nível europeu?
 

Ali funcionaram, simultaneamente, um engenho de moer cana-de-açúcar e dois moinhos de cereais, movidos a energia hidráulica, servidos pela mesma levada e pelo mesmo “cubo”, que conduziam a água, à grande roda vertical do engenho e aos rodízios dos moinhos. Com o objetivo de salvaguardar este Património Industrial, o Governo Regional da Madeira recuperou o edifício e os equipamentos tecnológicos e ali instalou o museu.